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Base64 é codificação, não criptografia — cinco mitos para abandonar

Base64 aparece em anexos de e-mail, data URIs, cabeçalhos HTTP e JWTs — e é o formato mais mal compreendido da web. Cinco mitos, corrigidos.

Mito 1: esconde dados

Base64 é uma codificação reversível, não criptografia. Não há chave; qualquer um decodifica em microssegundos. Uma string em Base64 deve ser tratada como texto puro.

Mito 2: comprime

O contrário: cada 3 bytes viram 4 caracteres — cerca de 33% a mais de tamanho. O trabalho real é transformar binários em caracteres imprimíveis para canais de texto.

Mito 3: o preenchimento = é enfeite

O padding marca o fim de um grupo. Padding quebrado ou ausente é a principal causa de erros de decodificação.

Mito 4: é URL-safe por padrão

O Base64 padrão usa + e /, que quebram em URLs e nomes de arquivo. O gêmeo URL-safe os troca por - e _.

Mito 5: serve para senhas

Codificar uma senha em Base64 adiciona zero segurança. Use hash de verdade (bcrypt/argon2).

Quer saber o que uma string realmente contém? Decodifique ou codifique Base64 no navegador — nada sai do seu dispositivo.